sábado, 18 de setembro de 2010

Palavras.
Pode a febre que queima as faces,
O fogo que aquece o peito,
O gesto que arranca lágrimas,
Serem expressos em forma de palavras?

Palavras, palavras...
Escrevemos tanto com elas e, no entanto não dizemos nada.

Assim como o filhote aguarda afoito que a mãe lhe traga o alimento que lhe dá vida,
Eu aguardo a voz que me embala os sonhos,
A mão que me conduz pelos campos verdejantes,
Nada pedindo, desejando apenas um sorriso meu.

Bofé que estou romântica hoje!
Mas como não cantar as estrelas quando sua luz ilumina todo o céu?
Ou o sol quando dá gênese ao dia ao surgir majestoso no oriente?
Ou ainda, o amor quando exala dos corações enamorados?

Segura minha mão! Deixa, eu vou te conduzir agora!
Por entre campos e prados;
Enxugarei a lágrima que sangra de teu peito;
Te ensinarei que não há dádiva maior do que amar;
Te levarei para a terra onde sonho e realidade se misturam,
Onde nunca mais verás a visão amada se esvanecer com o nascer do sol.

Acalme-se coração!
Sentimentos são por muitas vezes tumultuosos,
Mas a felicidade é serena e suave...
Repousa a cabeça em meu seio,
Fecha os olhos,
Pode dormir agora, não se preocupe
Eu te levarei para a terra onde o mundo onírico e real se misturam,
É a terra mágica dos amantes
Onde os sonhos nunca têm fim.

08/07/2007

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