Não sei se o agradeço ou censuro.
Não sei se o beijo ou o escarro,
Se o amo ou o odeio...
Fazer-me sofrer?
A única dor que sinto é a da sua ausência.
Como mensurar o que não está dado?
Mas talvez os dados estejam dados.
Talvez o anteriormente dado ainda seja um dado.
Talvez meus olhos não cumpram plenamente seu papel:
Vendo, todavia não enxergam.
Talvez o sol não nasça amanhã,
Talvez a pedra não volte à terra quando lançada ao céu.
Entende?Talvez!
Constância...
Pode por ventura a hoje montanha ser amanhã planície?
Sim, até mesmo as montanhas mudam.
Vem a chuva, o vento, o sol...
Pouco a pouco a montanha se aplaina e muda sua forma.
Pouco a pouco...
Vê? Pouco a pouco.
Não. Meu coração vê mas não entende a inconstância.
Como pode algo que faz o peito arder de repente não fazer mais sentido?
O que é você?Um ator? Representava uma comédia?
O que devo sentir?Asco ou compaixão?
Até quando, Coração, permitirá que todos entrem sem bater?
Até quando?
11/07/08
segunda-feira, 26 de abril de 2010
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