Um castelo cor-de-rosa;
Uma nuvem de algodão doce;
Um rio de chocolate.
Uma passarela de arco-íris;
Uma fada Borboleta;
Um vale de brigadeiro.
A moeda foi jogada
E o desejo se realizou.
Basta um simples mergulho na fonte
E a alma cansada volta a ser criança.
Uma estrela cadente caiu,
Agora o céu ficou mais vazio.
A lagarta ganhou asas,
O grotesco se metamorfoseou em sublime
E a natureza ficou mais colorida.
Pare um momento, olhe o mundo ao seu redor.
A corsa se transforma em rico húmus
Para que uma nova flor possa brotar.
Uma estrela se apaga
Para que outra possa brilhar.
Mistérios da natureza?
Só há mitérios para os cegos.
Abra os olhos. Veja!
O sol se foi. Terá ele nos abandonado?
Acalme-se criança. Amanhã ele despontará no oriente.
Uma parte do mundo entra em trevas
Enquanto a outra conhece a luz...
Chegará o dia em que todo a Terra será Luz
Pois o sol descerá do céu e habitará conosco.
Olhe!Vê aquelas luzes no firmamento?
Elas caminharam milhares de anos
Para que sua noite não ficasse tão escura.
Um passarinho verde me contou o segredo da vida.
É uma pena que ele tenha pedido segredo, senão contava para você.
Espelho, espelho meu! Não me fale de Branca de Neve.
Não importa se há um mundo mais belo que o meu.
Jogue o pó de pirlim-pim-pim,
Diga abracadabra.
Faz de conta que todos os seus sonhos viraram realidade.
Não há dragão guardando a princesa,
Pode subir na torre sem medo.
De que cor seria o mundo se ele fosse só seu?
[22/01/2008]
sexta-feira, 30 de abril de 2010
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Como fazer a criança para de chorar quando lhe arrancam seu pirulito? "Ele lhe fará mal, seus dentes terão cáries! Você deve procurar formas de alimentação mais saudáveis." Dizem tentando justificar seu ato. Ela é uma criança inteligente, compreende todas essas coisas e as acham até bastante pertinentes, mas como esquecer a felicidade que sentia quando ele era seu? Como esquecer seu doce sabor?
Cáries...
Justificativas por melhores que sejam não curam a dor.
Formas de alimentação mais saudáveis...
Sua vontade era jamais voltar a se alimentar. No entanto, ela é uma criança inteligente, sem comida, não há vida.
Cáries...
Justificativas por melhores que sejam não curam a dor.
Formas de alimentação mais saudáveis...
Sua vontade era jamais voltar a se alimentar. No entanto, ela é uma criança inteligente, sem comida, não há vida.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Não sei se o agradeço ou censuro.
Não sei se o beijo ou o escarro,
Se o amo ou o odeio...
Fazer-me sofrer?
A única dor que sinto é a da sua ausência.
Como mensurar o que não está dado?
Mas talvez os dados estejam dados.
Talvez o anteriormente dado ainda seja um dado.
Talvez meus olhos não cumpram plenamente seu papel:
Vendo, todavia não enxergam.
Talvez o sol não nasça amanhã,
Talvez a pedra não volte à terra quando lançada ao céu.
Entende?Talvez!
Constância...
Pode por ventura a hoje montanha ser amanhã planície?
Sim, até mesmo as montanhas mudam.
Vem a chuva, o vento, o sol...
Pouco a pouco a montanha se aplaina e muda sua forma.
Pouco a pouco...
Vê? Pouco a pouco.
Não. Meu coração vê mas não entende a inconstância.
Como pode algo que faz o peito arder de repente não fazer mais sentido?
O que é você?Um ator? Representava uma comédia?
O que devo sentir?Asco ou compaixão?
Até quando, Coração, permitirá que todos entrem sem bater?
Até quando?
11/07/08
Não sei se o beijo ou o escarro,
Se o amo ou o odeio...
Fazer-me sofrer?
A única dor que sinto é a da sua ausência.
Como mensurar o que não está dado?
Mas talvez os dados estejam dados.
Talvez o anteriormente dado ainda seja um dado.
Talvez meus olhos não cumpram plenamente seu papel:
Vendo, todavia não enxergam.
Talvez o sol não nasça amanhã,
Talvez a pedra não volte à terra quando lançada ao céu.
Entende?Talvez!
Constância...
Pode por ventura a hoje montanha ser amanhã planície?
Sim, até mesmo as montanhas mudam.
Vem a chuva, o vento, o sol...
Pouco a pouco a montanha se aplaina e muda sua forma.
Pouco a pouco...
Vê? Pouco a pouco.
Não. Meu coração vê mas não entende a inconstância.
Como pode algo que faz o peito arder de repente não fazer mais sentido?
O que é você?Um ator? Representava uma comédia?
O que devo sentir?Asco ou compaixão?
Até quando, Coração, permitirá que todos entrem sem bater?
Até quando?
11/07/08
sexta-feira, 23 de abril de 2010
...
Ah meu amor, se tu soubesses os ais desse coração!
Se tu soubesses a alegria que ele sente ao sentir o brilho de sua voz!
Se tu soubesses as loucas fantasias que ele cria sob seu nome!
Ah se tu soubesses o medo que o assola, a dor que o dilacera por sua ausência!
Não me diga que não sabe que este pobre coração é só seu!
Não me diga que não sente minhas mãos trêmulas quando estou ao seu lado!
Não me diga que não vê meus olhos se encherem de lácrimas ao contemplar sua face!
Oh, por favor, não me diga que me esqueceu!
Se tu soubesses a alegria que ele sente ao sentir o brilho de sua voz!
Se tu soubesses as loucas fantasias que ele cria sob seu nome!
Ah se tu soubesses o medo que o assola, a dor que o dilacera por sua ausência!
Não me diga que não sabe que este pobre coração é só seu!
Não me diga que não sente minhas mãos trêmulas quando estou ao seu lado!
Não me diga que não vê meus olhos se encherem de lácrimas ao contemplar sua face!
Oh, por favor, não me diga que me esqueceu!
Hoje
Hoje é um dia daqueles, daqueles que você não sabe o que fazer com ele.
O que fazer com o dia de hoje?
Viver, morrer?
Viver de que forma, morrer de que jeito?
Em quais circunstâncias?
Com quem por perto?
É incrível como um simples dia pode trazer tantas questões, como uma simples pergunta não responde nada, mas complica tudo.
O que fazer com o dia de hoje?
Viver, morrer?
Viver de que forma, morrer de que jeito?
Em quais circunstâncias?
Com quem por perto?
É incrível como um simples dia pode trazer tantas questões, como uma simples pergunta não responde nada, mas complica tudo.
Prosa Patética
Nunca fui de ter inveja, mas de uns tempos pra cá tenho tido.
As mãos dadas dos amantes tem me tirado o sono.
Ontem, desejei com toda força ser a moça do supermercado.
Aquela que fala do namorado com tanta ternura.
Mesmo das brigas ando tendo inveja.
Meu vizinho gritando com a mulher, na casa cheia de crianças,
sempre querendo, querendo.
Me disseram que solidão é sina e é pra sempre.
Confesso que gosto do espaço que é ser sozinho.
Essa extensão, largura, páramo, planura, planície, região.
No entanto, a soma das horas acorda sempre a lembrança
do hálito quente do outro. A voz, o viço.
Hoje andei como louca, quis gritar com a solidão,
expulsar de mim essa Nossa senhora ciumenta.
Madona sedenta de versos. Mas tive medo.
Medo de que ao sair levasse a imensidão onde me deito.
Ausência de espelhos que dissolve a falta, a fraqueza, a preguiça.
E me faz vento, pedra, desembocadura, abotoadura e silêncio.
Tive medo de perder o estado de verso e vácuo,
onde tudo é grave e único. E me mantive quieta e muda.
E mais do que nunca tive inveja.
Invejei quem tem vida reta, quem não é poeta
nem pensa essas coisas. Quem simplesmente ama e é amado.
E lê jornal domingo. Come pudim de leite e doce de abóbora.
A mulher que engravida porque gosta de criança.
Pra mim tudo encerra a gravidade prolixa das palavras: madrugada, mãe, ônibus, olhos, desabrocham em camadas de sentido,
e ressoam como gongos ou sinos de igreja em meus ouvidos.
Escorro entre palavras, como quem navega um barco sem remo.
Um fluxo de líquidos. Um côncavo silêncio.
Clarice diz, que sua função é cuidar do mundo.
E eu, que não sou Clarice nem nada, fui mal forjada,
não tenho bons modos nem berço.
Que escrevo num tempo onde tudo já foi falado, cantado, escrito.
O que o silêncio pode me dizer que já não tenha sido dito?
Eu, cuja única função é lavar palavra suja,
nesse fim de século sem certeza?
Eu quero que a solidão me esqueça.
Viviane Mosé
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Desculpai-me!!!
"São os primeiros cantos de um pobre poeta. Desculpai-os. As primeiras vozes do sabiá não tem a doçura dos seus cânticos de amor"(Prefácio Lira dos Vinte Anos - Álvares de Azevedo)
Quais minhas pretenções?Não sei ao certo. Talvez desvelar, talvez desvelar-me.
O que encontrará aqui? Tudo, menos constância. Tudo, menos coerência.
Apenas mais uma memória virtual para mostrar ao mundo que um dia passei por aqui...mesmo que ninguém perceba...
Quais minhas pretenções?Não sei ao certo. Talvez desvelar, talvez desvelar-me.
O que encontrará aqui? Tudo, menos constância. Tudo, menos coerência.
Apenas mais uma memória virtual para mostrar ao mundo que um dia passei por aqui...mesmo que ninguém perceba...
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