Na Terra de Pasárgada
“(...)não se estando distraído, o telefone não toca.”
Clarice Lispector
Hoje estava tão distraída...
Que fui parar em um mundo completamente novo.
Caminhava sob um arco-íris bambo monocromático
E o sol para mim era um satélite cadente cor-de-rosa.
As jacas cresciam debaixo da terra;
Os passarinhos verdes eram mudos
E o sábia não sabia assoviar.
Hoje a porca destorceu o rabo
Para sair com o Tatu
(por isso ele não estava em casa)
A vaca pegou gripe,
E tossiu tanto coitada!
A cigarra preparava um xarope enquanto o formiga
Cantava uma cantiga de verão
Ah! Como era bela sua canção!
A Dona Aranha desceu da parede para ouvir
E Seu Lobato veio do sítio apenas para escutar.
Era impossível manter quietas as borboletas da barriga
E o tambor do coração.
Não sei porque, mas a melodia da formiga
Fazia-me lembrar da Betinha,
Filha mais nova do Senhor Cão Maior,
Usando seu vestido azul de debutante.
Perdida neste pensamento,
Olhei em derredor...
Como era estranho e incoerente aquilo tudo!
Onde já se viu rosas azuis e violetas vermelhas?
Nada daquilo fazia sentido,
Mas sua ausência de sentido
Fazia todo o sentido.
Percebi então pela primeira vez
Que a estrela da manhã é a estrela da tarde
Que é a primeira que nasce no céu
E a última que dele parte.
(Até uma rima faz-se presente,
Neste canto, de versos tão brancos!)
Como era estranho e incoerente aquilo tudo
Como era belo e encantador tudo aquilo
Na sua falta de sentido que fazia todo o sentido.
A formiga terminou sua canção
E a Dona Aranha, antecipando meus desejos,
Teceu para mim, uma rica rede de teias de cetim
Para que eu pudesse repousar pra sempre
Naquele sonho doce e maluco
Lá no sítio do Seu Lobato
Ia-ia-iô.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Como se fosse fácil nomear as coisas...
Queria poder escrever belos versos esta noite, tentar desafogar esta angústia de meu peito, esta dor sem nome e sem motivo...
Mas não, esta noite, embora bela, não está para versos por mais que eu tente, a prosa será a senhora hoje.
Reina o caos no meu quarto, pode-se encontrar de quase tudo em meu leito. Quem dera em meio aos livros, bolsas, roupas, pudesse encontrar um pouco de mim...
Espero pacientemente meu chá de camomila esfriar enquanto escrevo estas linhas (nunca consegui tomar o que quer que fosse quente), espero...espero que ele cumpra a função para o qual foi preparado. Será justo depositar tamanha confiança em um simples chá? Como se um chá pudesse curar todas as feridas ...Será que ele cumprirá sua função?Esperamos tanto das coisas. Esperamos tanto de tudo. O que será que esperam de mim?
Minha cabeça dói. Há anos esta dor me acompanha, sem que eu jamais me acostume com ela. Cada vez ela possui uma nuance nova, a cada nova aparição ela traz consigo uma recordação, uma dúvida, uma certeza diferente (não necessariamente cada uma dessas coisas). Ela, que é minha amante, minha amiga, minha inquisidora, minha algoz. Ela, que quando parte, deixa um vazio tão grande, e uma angústia tão forte em meu peito.
As palavras fogem de minha mente, tento em vão procurar um desfecho, uma conclusão, uma frase coerente. Perdoai-me querido leitor, por não poder oferecer-lhe mais do que um ponto final.
Mas não, esta noite, embora bela, não está para versos por mais que eu tente, a prosa será a senhora hoje.
Reina o caos no meu quarto, pode-se encontrar de quase tudo em meu leito. Quem dera em meio aos livros, bolsas, roupas, pudesse encontrar um pouco de mim...
Espero pacientemente meu chá de camomila esfriar enquanto escrevo estas linhas (nunca consegui tomar o que quer que fosse quente), espero...espero que ele cumpra a função para o qual foi preparado. Será justo depositar tamanha confiança em um simples chá? Como se um chá pudesse curar todas as feridas ...Será que ele cumprirá sua função?Esperamos tanto das coisas. Esperamos tanto de tudo. O que será que esperam de mim?
Minha cabeça dói. Há anos esta dor me acompanha, sem que eu jamais me acostume com ela. Cada vez ela possui uma nuance nova, a cada nova aparição ela traz consigo uma recordação, uma dúvida, uma certeza diferente (não necessariamente cada uma dessas coisas). Ela, que é minha amante, minha amiga, minha inquisidora, minha algoz. Ela, que quando parte, deixa um vazio tão grande, e uma angústia tão forte em meu peito.
As palavras fogem de minha mente, tento em vão procurar um desfecho, uma conclusão, uma frase coerente. Perdoai-me querido leitor, por não poder oferecer-lhe mais do que um ponto final.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Nada de belos versos
Nada de palavras de amor
Nada de magia,
[ou fadas borboleta]
Apenas o cinza do vazio
A ausência das paixões
Se me perguntassem o meu nome diria que não sei
Se uma estrela cadente caísse aos meus pés, eu daria um passo para esquerda
[sem lembrar de fazer nenhum pedido]
Se me oferecessem um cigarro, talvez eu até aceitasse
[por pura distração]
E esse aglutinado de símbolos lingüísticos,
Despede-se desta página da mesma maneira que começou
[repentinamente]
Nada de palavras de amor
Nada de magia,
[ou fadas borboleta]
Apenas o cinza do vazio
A ausência das paixões
Se me perguntassem o meu nome diria que não sei
Se uma estrela cadente caísse aos meus pés, eu daria um passo para esquerda
[sem lembrar de fazer nenhum pedido]
Se me oferecessem um cigarro, talvez eu até aceitasse
[por pura distração]
E esse aglutinado de símbolos lingüísticos,
Despede-se desta página da mesma maneira que começou
[repentinamente]
sábado, 18 de setembro de 2010
Palavras.
Pode a febre que queima as faces,
O fogo que aquece o peito,
O gesto que arranca lágrimas,
Serem expressos em forma de palavras?
Palavras, palavras...
Escrevemos tanto com elas e, no entanto não dizemos nada.
Assim como o filhote aguarda afoito que a mãe lhe traga o alimento que lhe dá vida,
Eu aguardo a voz que me embala os sonhos,
A mão que me conduz pelos campos verdejantes,
Nada pedindo, desejando apenas um sorriso meu.
Bofé que estou romântica hoje!
Mas como não cantar as estrelas quando sua luz ilumina todo o céu?
Ou o sol quando dá gênese ao dia ao surgir majestoso no oriente?
Ou ainda, o amor quando exala dos corações enamorados?
Segura minha mão! Deixa, eu vou te conduzir agora!
Por entre campos e prados;
Enxugarei a lágrima que sangra de teu peito;
Te ensinarei que não há dádiva maior do que amar;
Te levarei para a terra onde sonho e realidade se misturam,
Onde nunca mais verás a visão amada se esvanecer com o nascer do sol.
Acalme-se coração!
Sentimentos são por muitas vezes tumultuosos,
Mas a felicidade é serena e suave...
Repousa a cabeça em meu seio,
Fecha os olhos,
Pode dormir agora, não se preocupe
Eu te levarei para a terra onde o mundo onírico e real se misturam,
É a terra mágica dos amantes
Onde os sonhos nunca têm fim.
08/07/2007
Pode a febre que queima as faces,
O fogo que aquece o peito,
O gesto que arranca lágrimas,
Serem expressos em forma de palavras?
Palavras, palavras...
Escrevemos tanto com elas e, no entanto não dizemos nada.
Assim como o filhote aguarda afoito que a mãe lhe traga o alimento que lhe dá vida,
Eu aguardo a voz que me embala os sonhos,
A mão que me conduz pelos campos verdejantes,
Nada pedindo, desejando apenas um sorriso meu.
Bofé que estou romântica hoje!
Mas como não cantar as estrelas quando sua luz ilumina todo o céu?
Ou o sol quando dá gênese ao dia ao surgir majestoso no oriente?
Ou ainda, o amor quando exala dos corações enamorados?
Segura minha mão! Deixa, eu vou te conduzir agora!
Por entre campos e prados;
Enxugarei a lágrima que sangra de teu peito;
Te ensinarei que não há dádiva maior do que amar;
Te levarei para a terra onde sonho e realidade se misturam,
Onde nunca mais verás a visão amada se esvanecer com o nascer do sol.
Acalme-se coração!
Sentimentos são por muitas vezes tumultuosos,
Mas a felicidade é serena e suave...
Repousa a cabeça em meu seio,
Fecha os olhos,
Pode dormir agora, não se preocupe
Eu te levarei para a terra onde o mundo onírico e real se misturam,
É a terra mágica dos amantes
Onde os sonhos nunca têm fim.
08/07/2007
domingo, 5 de setembro de 2010
Ele merece uma pausa na poesia...
Porque ele mesmo é a poesia em pessoa...quem sou eu para ousar levantar versos em seu nome?
“Sei lá quem sou eu”...mas grande parte do que sou devo a ele.
Ele que é meu paizinho, meu amigo, meu irmão...
Ele que me mostrou o mundo das idéias...
Ele que me ensinou o alfabeto grego...(rsrsr)
Ele que me provocou as mais loucas, insensatas e reais crises de ciúme...
Ele que conhece meu passado e meu futuro estampado nas palmas de minha mão...
Ele que tem o melhor (o melhor msm!)abraço do mundo todo...!
Ele que acredita (mesmo quando eu duvido, e eu sempre duvido!) no meu valor...
Hoje é o dia dele...e eu queria dizer palavras tão bonitas! Porque ele simplesmente merece...
Sabe...ele é daquele tipo de pessoa impossível de não se amar
Por toda a diferença que fez e que faz na minha vida...
Espero que ele aceite o meu singelo mas sincero e enorme amor!
PARABÉNS MEU PAIZINHO! EU AMO VC!
Porque ele mesmo é a poesia em pessoa...quem sou eu para ousar levantar versos em seu nome?
“Sei lá quem sou eu”...mas grande parte do que sou devo a ele.
Ele que é meu paizinho, meu amigo, meu irmão...
Ele que me mostrou o mundo das idéias...
Ele que me ensinou o alfabeto grego...(rsrsr)
Ele que me provocou as mais loucas, insensatas e reais crises de ciúme...
Ele que conhece meu passado e meu futuro estampado nas palmas de minha mão...
Ele que tem o melhor (o melhor msm!)abraço do mundo todo...!
Ele que acredita (mesmo quando eu duvido, e eu sempre duvido!) no meu valor...
Hoje é o dia dele...e eu queria dizer palavras tão bonitas! Porque ele simplesmente merece...
Sabe...ele é daquele tipo de pessoa impossível de não se amar
Por toda a diferença que fez e que faz na minha vida...
Espero que ele aceite o meu singelo mas sincero e enorme amor!
PARABÉNS MEU PAIZINHO! EU AMO VC!
terça-feira, 27 de julho de 2010
Aqui estou eu
Ouvindo a canção que teus lábios entoavam
Revendo as pálidas imagens de nosso passado
Sentindo a presença da tua ausência
Tão forte, tão intensa...
...aqui dentro.
Queria poder fugir
Para a estrela mais distante,
da mais remota galáxia,
do mais obscuro recanto de todo o imenso universo.
Esconder-me de mim.
Esconder-me de ti...
Que tola sou! Louca, leviana!
Como se algumas centenas de anos-luz tivessem tanto poder
Como se tal medíocre distância pudesse
Esconder-me ti...
Esconder-te de mim.
Ah, criança!
Se eu pudesse,
Se teus braços abertos estivessem
Caminharia milhares de anos-luz
Só para ter a alegria de poder voltar.
Mas este canto vai morrendo
Junto com a lágrima em minha face.
E as estrelas que brilham agora no céu
Lembram-me que são milhões
Os anos-luz que nos separam.
Revendo as pálidas imagens de nosso passado
Sentindo a presença da tua ausência
Tão forte, tão intensa...
...aqui dentro.
Queria poder fugir
Para a estrela mais distante,
da mais remota galáxia,
do mais obscuro recanto de todo o imenso universo.
Esconder-me de mim.
Esconder-me de ti...
Que tola sou! Louca, leviana!
Como se algumas centenas de anos-luz tivessem tanto poder
Como se tal medíocre distância pudesse
Esconder-me ti...
Esconder-te de mim.
Ah, criança!
Se eu pudesse,
Se teus braços abertos estivessem
Caminharia milhares de anos-luz
Só para ter a alegria de poder voltar.
Mas este canto vai morrendo
Junto com a lágrima em minha face.
E as estrelas que brilham agora no céu
Lembram-me que são milhões
Os anos-luz que nos separam.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Dia Primeiro
Como são belos os aromas de um primeiro dia!
Um dia cheio de promessas, repleto de esperanças…
Um dia para ser totalmente diferente,
Ou para ser o mesmo de forma diversa.
Que a vida não é um mar de rosas vermelhas, qualquer tolo o sabe.
Não, a felicidade não é fácil… sua beleza não reside na sua certeza, mas na sua possibilidade.
É possível…
É possível gozar em uma taça de sorvete ou em uma pequena barra de chocolate ao leite com amendoim a alegria perdida, é possível encontrar no nascer do sol ou no brilho das estrelas a cura para as mais profundas feridas da alma…
E se ao cabo de trinta dias,
Todos os seus sonhos frustrarem,
Não se desespere criança…
Virá um novo primeiro dia.
Um dia cheio de promessas, repleto de esperanças…
Um dia para ser totalmente diferente,
Ou para ser o mesmo de forma diversa.
Que a vida não é um mar de rosas vermelhas, qualquer tolo o sabe.
Não, a felicidade não é fácil… sua beleza não reside na sua certeza, mas na sua possibilidade.
É possível…
É possível gozar em uma taça de sorvete ou em uma pequena barra de chocolate ao leite com amendoim a alegria perdida, é possível encontrar no nascer do sol ou no brilho das estrelas a cura para as mais profundas feridas da alma…
E se ao cabo de trinta dias,
Todos os seus sonhos frustrarem,
Não se desespere criança…
Virá um novo primeiro dia.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Misera Mani (tradução)
E la menora
I mare via
Dove manore
Misere mani
Vou olhar para o céu
Vou procurar os sinais
Que nos dirão tudo
onde estaremos amanhã
Vou ler todos os livros
de vários continentes
Para te contar todas
As lendas do passado
Vou esperar o sol
no topo do mundo
Para te contar tudo sobre
A beleza da luz
Se você olhar dentro de sua alma, o mundo se abrirá para os seus olhos
Você vai ver
Vou ficar na chuva
Espero que a canção vire realidade
E eu verei as cores
De um arco íris nebuloso
Eu vou ficar fora na noite
Olhando para a Lua, as estrelas cadentes
Para te contar o quão mágico
É o universo todo
Se você olhar dentro de sua alma, o mundo se abrirá para os seus olhos
Você vai ver
[Grupo Era]
I mare via
Dove manore
Misere mani
Vou olhar para o céu
Vou procurar os sinais
Que nos dirão tudo
onde estaremos amanhã
Vou ler todos os livros
de vários continentes
Para te contar todas
As lendas do passado
Vou esperar o sol
no topo do mundo
Para te contar tudo sobre
A beleza da luz
Se você olhar dentro de sua alma, o mundo se abrirá para os seus olhos
Você vai ver
Vou ficar na chuva
Espero que a canção vire realidade
E eu verei as cores
De um arco íris nebuloso
Eu vou ficar fora na noite
Olhando para a Lua, as estrelas cadentes
Para te contar o quão mágico
É o universo todo
Se você olhar dentro de sua alma, o mundo se abrirá para os seus olhos
Você vai ver
[Grupo Era]
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Não, não era amor
O que me dizia seu olhar.
As verdadeiras promessas de seus lábios
Eram apenas de um momentâneo gozo...
De uma momentânea morte.
Vestimos a luxúria com a poesia
E demos à ela o nome de amor.
Dói o coração o olhar ao passado,
Perceber que tudo não passou de um auto-engano...
Mútuo.
Um sonho sonhado a dois
Uma mentira em cumplicidade.
Não, não era amor
Não era amor
Não era,
Meu amor...
-----------------------------------------------------------------------------
Chorar com uma verdade,
Sorrir com uma mentira.
Qual a diferença?
Sei bem onde está a virtude,
Por favor, mostre-me a felicidade.
O que me dizia seu olhar.
As verdadeiras promessas de seus lábios
Eram apenas de um momentâneo gozo...
De uma momentânea morte.
Vestimos a luxúria com a poesia
E demos à ela o nome de amor.
Dói o coração o olhar ao passado,
Perceber que tudo não passou de um auto-engano...
Mútuo.
Um sonho sonhado a dois
Uma mentira em cumplicidade.
Não, não era amor
Não era amor
Não era,
Meu amor...
-----------------------------------------------------------------------------
Chorar com uma verdade,
Sorrir com uma mentira.
Qual a diferença?
Sei bem onde está a virtude,
Por favor, mostre-me a felicidade.
terça-feira, 25 de maio de 2010
A T.
Nunca sei dar títulos, sei lá, eles sempre me pareceram uma imposição, e eu feliz ou infelizmente não consigo me impor, pelo menos não com muito êxito; confesso, admiro até quem consiga.
Mas, ah! Ela merece um esforço maior de minha parte.
Ela...
Quando penso nela por vezes me vêem a imagem de uma mulher fumando um longo cigarro(não que goste de cigarros, ao contrário), lendo seu jornal em uma confeitaria e usando calças, em plena década de 20! Outras vezes, ela se mostra em minha mente em um longo vestido vermelho, dançando tango... Ou então, em um curto vestido vermelho (sim, sempre vermelho) dançando flamenco em algum famoso cabaré, atendendo pelo nome de Consuelo...O sangue latino a lhe saltar por todas as veias!
Ela...
Ela que me faz chorar e sorrir com uma palavra, que desvenda o meu mundo com um simples olhar...
Ela a quem desejaria elevar os mais ardentes cânticos de minha alma e só consigo presenteá-la com medíocres palavras desconexas...
Ela...sempre ela...
Ela e a sua ausência nunca totalmente presente
Ela e a sua presença que embora ausente é sempre sentida
Ela que é sábia quando confessa não sê-la,
Que é bela mesmo quando o espelho a desmente,
Que é perfeita em sua imperfeição...
Ela...por quem canto.
Ela...a quem amo.
Sempre.
Nunca sei dar títulos, sei lá, eles sempre me pareceram uma imposição, e eu feliz ou infelizmente não consigo me impor, pelo menos não com muito êxito; confesso, admiro até quem consiga.
Mas, ah! Ela merece um esforço maior de minha parte.
Ela...
Quando penso nela por vezes me vêem a imagem de uma mulher fumando um longo cigarro(não que goste de cigarros, ao contrário), lendo seu jornal em uma confeitaria e usando calças, em plena década de 20! Outras vezes, ela se mostra em minha mente em um longo vestido vermelho, dançando tango... Ou então, em um curto vestido vermelho (sim, sempre vermelho) dançando flamenco em algum famoso cabaré, atendendo pelo nome de Consuelo...O sangue latino a lhe saltar por todas as veias!
Ela...
Ela que me faz chorar e sorrir com uma palavra, que desvenda o meu mundo com um simples olhar...
Ela a quem desejaria elevar os mais ardentes cânticos de minha alma e só consigo presenteá-la com medíocres palavras desconexas...
Ela...sempre ela...
Ela e a sua ausência nunca totalmente presente
Ela e a sua presença que embora ausente é sempre sentida
Ela que é sábia quando confessa não sê-la,
Que é bela mesmo quando o espelho a desmente,
Que é perfeita em sua imperfeição...
Ela...por quem canto.
Ela...a quem amo.
Sempre.
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Meu amor!
Ontem a lua estava tão bela.
Em meio à escuridão reinante,
Ela brilhava majestosa!
As estrelas envergonhadas,
Frente ao seu esplendor,
Esconderam o seu agora ínfimo brilho.
Todo o resto era treva.
E então a lua ficou só, bela, altiva, majestosa e só.
Ah! Meu amor!
A lua estava tão bela!
Nunca fui de amar a lua,
Ela sempre me pareceu uma impostora, uma ladra!
Roubando a luz das estrelas
E a escuridão da noite...
Ontem foi diferente,
Ontem ela tinha luz própria,
Um brilho que ofuscava sem, no entanto, diminuir a escuridão em derredor.
Pensei em certas pessoas,
Que brilham sozinhas em meio às trevas do mundo,
Sempre sozinhas, sempre tão forte...
Porém sem poder mitigar as trevas que as rodeiam.
E a lua então me pareceu tão bela.
Acho que me apaixonei.
Hoje, assim que o sol se foi,
Meus olhos aguardaram ansiosamente por ela,
Pouco a pouco a escuridão foi surgindo,
E com ela a pálida luz da cidade,
O distante brilho das estrelas,
E ela, minha amada lua...
Mas não era a lua de ontem,
Era a mesma lua ladra e impostora dos outros dias.
E me pergunto?Qual será sua verdadeira face?
Devo aceitá-la assim?
Ou esperar que a outra um dia se mostre novamente?
Não sei...
Só sei que ontem a lua estava tão bela...
E que foi bom enquanto no céu ela brilhou
Bela, altiva, majestosa e só.
30/03/2010
Ontem a lua estava tão bela.
Em meio à escuridão reinante,
Ela brilhava majestosa!
As estrelas envergonhadas,
Frente ao seu esplendor,
Esconderam o seu agora ínfimo brilho.
Todo o resto era treva.
E então a lua ficou só, bela, altiva, majestosa e só.
Ah! Meu amor!
A lua estava tão bela!
Nunca fui de amar a lua,
Ela sempre me pareceu uma impostora, uma ladra!
Roubando a luz das estrelas
E a escuridão da noite...
Ontem foi diferente,
Ontem ela tinha luz própria,
Um brilho que ofuscava sem, no entanto, diminuir a escuridão em derredor.
Pensei em certas pessoas,
Que brilham sozinhas em meio às trevas do mundo,
Sempre sozinhas, sempre tão forte...
Porém sem poder mitigar as trevas que as rodeiam.
E a lua então me pareceu tão bela.
Acho que me apaixonei.
Hoje, assim que o sol se foi,
Meus olhos aguardaram ansiosamente por ela,
Pouco a pouco a escuridão foi surgindo,
E com ela a pálida luz da cidade,
O distante brilho das estrelas,
E ela, minha amada lua...
Mas não era a lua de ontem,
Era a mesma lua ladra e impostora dos outros dias.
E me pergunto?Qual será sua verdadeira face?
Devo aceitá-la assim?
Ou esperar que a outra um dia se mostre novamente?
Não sei...
Só sei que ontem a lua estava tão bela...
E que foi bom enquanto no céu ela brilhou
Bela, altiva, majestosa e só.
30/03/2010
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Querido Johnny...
Eu não sei o nome de seus pais, não sei em qual cidade nasceu nem o nome de sua primeira namorada. Desconheço a data do seu nascimento e sua cor favorita, tampouco sei qual são suas aspirações políticas e religiosas.
Só sei que meu coração aperta apenas com a idéia de vê-lo, que suspiro com cada gesto seu.
Meu Edward,
Capitão Jack,
Don Juan,
Willy Wonca,
Sweenwy Todd,
Victor Van Dort,
Chapeleiro Maluco...
Meu amor multifacetado e incompreensível, que torna minhas noites de solidão mais belas...
Só sei que meu coração aperta apenas com a idéia de vê-lo, que suspiro com cada gesto seu.
Meu Edward,
Capitão Jack,
Don Juan,
Willy Wonca,
Sweenwy Todd,
Victor Van Dort,
Chapeleiro Maluco...
Meu amor multifacetado e incompreensível, que torna minhas noites de solidão mais belas...
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Um beijo! Apenas um beijo lhe peço!
Um beijo para esquecer...
Um beijo para recordar...
O futuro que não virá.
O passado que já foi.
Pousa a mão em meu colo
Feche meus olhos com seus lábios
Aperte-me forte em seu peito
Uma vez mais apenas...
Ao menos mais uma vez.
Ah porvir, por que mentiu?
Ah esperança, por que ser tão falsa?
Sagrado amor, por que ser tão cruel?
O amanhã não veio,
O ontem já foi,
O hoje é tão vazio e frio...
Quando virá criança, aquece-lo com o seu sorriso?
É tão grande o espaço em meu leito,
Quando virá preenchê-lo com seu amor?
Um beijo criança,
Apenas um beijo.
E então poderei fechar os olhos...
E finalmente dizer adeus.
30/03/10
Um beijo para esquecer...
Um beijo para recordar...
O futuro que não virá.
O passado que já foi.
Pousa a mão em meu colo
Feche meus olhos com seus lábios
Aperte-me forte em seu peito
Uma vez mais apenas...
Ao menos mais uma vez.
Ah porvir, por que mentiu?
Ah esperança, por que ser tão falsa?
Sagrado amor, por que ser tão cruel?
O amanhã não veio,
O ontem já foi,
O hoje é tão vazio e frio...
Quando virá criança, aquece-lo com o seu sorriso?
É tão grande o espaço em meu leito,
Quando virá preenchê-lo com seu amor?
Um beijo criança,
Apenas um beijo.
E então poderei fechar os olhos...
E finalmente dizer adeus.
30/03/10
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Um castelo cor-de-rosa;
Uma nuvem de algodão doce;
Um rio de chocolate.
Uma passarela de arco-íris;
Uma fada Borboleta;
Um vale de brigadeiro.
A moeda foi jogada
E o desejo se realizou.
Basta um simples mergulho na fonte
E a alma cansada volta a ser criança.
Uma estrela cadente caiu,
Agora o céu ficou mais vazio.
A lagarta ganhou asas,
O grotesco se metamorfoseou em sublime
E a natureza ficou mais colorida.
Pare um momento, olhe o mundo ao seu redor.
A corsa se transforma em rico húmus
Para que uma nova flor possa brotar.
Uma estrela se apaga
Para que outra possa brilhar.
Mistérios da natureza?
Só há mitérios para os cegos.
Abra os olhos. Veja!
O sol se foi. Terá ele nos abandonado?
Acalme-se criança. Amanhã ele despontará no oriente.
Uma parte do mundo entra em trevas
Enquanto a outra conhece a luz...
Chegará o dia em que todo a Terra será Luz
Pois o sol descerá do céu e habitará conosco.
Olhe!Vê aquelas luzes no firmamento?
Elas caminharam milhares de anos
Para que sua noite não ficasse tão escura.
Um passarinho verde me contou o segredo da vida.
É uma pena que ele tenha pedido segredo, senão contava para você.
Espelho, espelho meu! Não me fale de Branca de Neve.
Não importa se há um mundo mais belo que o meu.
Jogue o pó de pirlim-pim-pim,
Diga abracadabra.
Faz de conta que todos os seus sonhos viraram realidade.
Não há dragão guardando a princesa,
Pode subir na torre sem medo.
De que cor seria o mundo se ele fosse só seu?
[22/01/2008]
Uma nuvem de algodão doce;
Um rio de chocolate.
Uma passarela de arco-íris;
Uma fada Borboleta;
Um vale de brigadeiro.
A moeda foi jogada
E o desejo se realizou.
Basta um simples mergulho na fonte
E a alma cansada volta a ser criança.
Uma estrela cadente caiu,
Agora o céu ficou mais vazio.
A lagarta ganhou asas,
O grotesco se metamorfoseou em sublime
E a natureza ficou mais colorida.
Pare um momento, olhe o mundo ao seu redor.
A corsa se transforma em rico húmus
Para que uma nova flor possa brotar.
Uma estrela se apaga
Para que outra possa brilhar.
Mistérios da natureza?
Só há mitérios para os cegos.
Abra os olhos. Veja!
O sol se foi. Terá ele nos abandonado?
Acalme-se criança. Amanhã ele despontará no oriente.
Uma parte do mundo entra em trevas
Enquanto a outra conhece a luz...
Chegará o dia em que todo a Terra será Luz
Pois o sol descerá do céu e habitará conosco.
Olhe!Vê aquelas luzes no firmamento?
Elas caminharam milhares de anos
Para que sua noite não ficasse tão escura.
Um passarinho verde me contou o segredo da vida.
É uma pena que ele tenha pedido segredo, senão contava para você.
Espelho, espelho meu! Não me fale de Branca de Neve.
Não importa se há um mundo mais belo que o meu.
Jogue o pó de pirlim-pim-pim,
Diga abracadabra.
Faz de conta que todos os seus sonhos viraram realidade.
Não há dragão guardando a princesa,
Pode subir na torre sem medo.
De que cor seria o mundo se ele fosse só seu?
[22/01/2008]
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Como fazer a criança para de chorar quando lhe arrancam seu pirulito? "Ele lhe fará mal, seus dentes terão cáries! Você deve procurar formas de alimentação mais saudáveis." Dizem tentando justificar seu ato. Ela é uma criança inteligente, compreende todas essas coisas e as acham até bastante pertinentes, mas como esquecer a felicidade que sentia quando ele era seu? Como esquecer seu doce sabor?
Cáries...
Justificativas por melhores que sejam não curam a dor.
Formas de alimentação mais saudáveis...
Sua vontade era jamais voltar a se alimentar. No entanto, ela é uma criança inteligente, sem comida, não há vida.
Cáries...
Justificativas por melhores que sejam não curam a dor.
Formas de alimentação mais saudáveis...
Sua vontade era jamais voltar a se alimentar. No entanto, ela é uma criança inteligente, sem comida, não há vida.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Não sei se o agradeço ou censuro.
Não sei se o beijo ou o escarro,
Se o amo ou o odeio...
Fazer-me sofrer?
A única dor que sinto é a da sua ausência.
Como mensurar o que não está dado?
Mas talvez os dados estejam dados.
Talvez o anteriormente dado ainda seja um dado.
Talvez meus olhos não cumpram plenamente seu papel:
Vendo, todavia não enxergam.
Talvez o sol não nasça amanhã,
Talvez a pedra não volte à terra quando lançada ao céu.
Entende?Talvez!
Constância...
Pode por ventura a hoje montanha ser amanhã planície?
Sim, até mesmo as montanhas mudam.
Vem a chuva, o vento, o sol...
Pouco a pouco a montanha se aplaina e muda sua forma.
Pouco a pouco...
Vê? Pouco a pouco.
Não. Meu coração vê mas não entende a inconstância.
Como pode algo que faz o peito arder de repente não fazer mais sentido?
O que é você?Um ator? Representava uma comédia?
O que devo sentir?Asco ou compaixão?
Até quando, Coração, permitirá que todos entrem sem bater?
Até quando?
11/07/08
Não sei se o beijo ou o escarro,
Se o amo ou o odeio...
Fazer-me sofrer?
A única dor que sinto é a da sua ausência.
Como mensurar o que não está dado?
Mas talvez os dados estejam dados.
Talvez o anteriormente dado ainda seja um dado.
Talvez meus olhos não cumpram plenamente seu papel:
Vendo, todavia não enxergam.
Talvez o sol não nasça amanhã,
Talvez a pedra não volte à terra quando lançada ao céu.
Entende?Talvez!
Constância...
Pode por ventura a hoje montanha ser amanhã planície?
Sim, até mesmo as montanhas mudam.
Vem a chuva, o vento, o sol...
Pouco a pouco a montanha se aplaina e muda sua forma.
Pouco a pouco...
Vê? Pouco a pouco.
Não. Meu coração vê mas não entende a inconstância.
Como pode algo que faz o peito arder de repente não fazer mais sentido?
O que é você?Um ator? Representava uma comédia?
O que devo sentir?Asco ou compaixão?
Até quando, Coração, permitirá que todos entrem sem bater?
Até quando?
11/07/08
sexta-feira, 23 de abril de 2010
...
Ah meu amor, se tu soubesses os ais desse coração!
Se tu soubesses a alegria que ele sente ao sentir o brilho de sua voz!
Se tu soubesses as loucas fantasias que ele cria sob seu nome!
Ah se tu soubesses o medo que o assola, a dor que o dilacera por sua ausência!
Não me diga que não sabe que este pobre coração é só seu!
Não me diga que não sente minhas mãos trêmulas quando estou ao seu lado!
Não me diga que não vê meus olhos se encherem de lácrimas ao contemplar sua face!
Oh, por favor, não me diga que me esqueceu!
Se tu soubesses a alegria que ele sente ao sentir o brilho de sua voz!
Se tu soubesses as loucas fantasias que ele cria sob seu nome!
Ah se tu soubesses o medo que o assola, a dor que o dilacera por sua ausência!
Não me diga que não sabe que este pobre coração é só seu!
Não me diga que não sente minhas mãos trêmulas quando estou ao seu lado!
Não me diga que não vê meus olhos se encherem de lácrimas ao contemplar sua face!
Oh, por favor, não me diga que me esqueceu!
Hoje
Hoje é um dia daqueles, daqueles que você não sabe o que fazer com ele.
O que fazer com o dia de hoje?
Viver, morrer?
Viver de que forma, morrer de que jeito?
Em quais circunstâncias?
Com quem por perto?
É incrível como um simples dia pode trazer tantas questões, como uma simples pergunta não responde nada, mas complica tudo.
O que fazer com o dia de hoje?
Viver, morrer?
Viver de que forma, morrer de que jeito?
Em quais circunstâncias?
Com quem por perto?
É incrível como um simples dia pode trazer tantas questões, como uma simples pergunta não responde nada, mas complica tudo.
Prosa Patética
Nunca fui de ter inveja, mas de uns tempos pra cá tenho tido.
As mãos dadas dos amantes tem me tirado o sono.
Ontem, desejei com toda força ser a moça do supermercado.
Aquela que fala do namorado com tanta ternura.
Mesmo das brigas ando tendo inveja.
Meu vizinho gritando com a mulher, na casa cheia de crianças,
sempre querendo, querendo.
Me disseram que solidão é sina e é pra sempre.
Confesso que gosto do espaço que é ser sozinho.
Essa extensão, largura, páramo, planura, planície, região.
No entanto, a soma das horas acorda sempre a lembrança
do hálito quente do outro. A voz, o viço.
Hoje andei como louca, quis gritar com a solidão,
expulsar de mim essa Nossa senhora ciumenta.
Madona sedenta de versos. Mas tive medo.
Medo de que ao sair levasse a imensidão onde me deito.
Ausência de espelhos que dissolve a falta, a fraqueza, a preguiça.
E me faz vento, pedra, desembocadura, abotoadura e silêncio.
Tive medo de perder o estado de verso e vácuo,
onde tudo é grave e único. E me mantive quieta e muda.
E mais do que nunca tive inveja.
Invejei quem tem vida reta, quem não é poeta
nem pensa essas coisas. Quem simplesmente ama e é amado.
E lê jornal domingo. Come pudim de leite e doce de abóbora.
A mulher que engravida porque gosta de criança.
Pra mim tudo encerra a gravidade prolixa das palavras: madrugada, mãe, ônibus, olhos, desabrocham em camadas de sentido,
e ressoam como gongos ou sinos de igreja em meus ouvidos.
Escorro entre palavras, como quem navega um barco sem remo.
Um fluxo de líquidos. Um côncavo silêncio.
Clarice diz, que sua função é cuidar do mundo.
E eu, que não sou Clarice nem nada, fui mal forjada,
não tenho bons modos nem berço.
Que escrevo num tempo onde tudo já foi falado, cantado, escrito.
O que o silêncio pode me dizer que já não tenha sido dito?
Eu, cuja única função é lavar palavra suja,
nesse fim de século sem certeza?
Eu quero que a solidão me esqueça.
Viviane Mosé
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Desculpai-me!!!
"São os primeiros cantos de um pobre poeta. Desculpai-os. As primeiras vozes do sabiá não tem a doçura dos seus cânticos de amor"(Prefácio Lira dos Vinte Anos - Álvares de Azevedo)
Quais minhas pretenções?Não sei ao certo. Talvez desvelar, talvez desvelar-me.
O que encontrará aqui? Tudo, menos constância. Tudo, menos coerência.
Apenas mais uma memória virtual para mostrar ao mundo que um dia passei por aqui...mesmo que ninguém perceba...
Quais minhas pretenções?Não sei ao certo. Talvez desvelar, talvez desvelar-me.
O que encontrará aqui? Tudo, menos constância. Tudo, menos coerência.
Apenas mais uma memória virtual para mostrar ao mundo que um dia passei por aqui...mesmo que ninguém perceba...
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